Prog

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

SexTrash

 Sextrash é uma banda brasileira de Death Metal formada em 87 em Belo Horizonte pelo Ex-baterista do Sarcófago D.D.Crazy, junto com Oswald Scheid nos vocais, Tommy Simmons no Baixo e Damned Sentry na Guitarra. Com essa formação lendária e pesada, lançaram o compacto "XXX" pela gravadora francesa Maggot Records, chegando ao quinto lugar no playlist da revista inglesa Metal Forces. Em setembro de 1990 assinaram com a gravadora Cogumelo Records e lançaram seu primeiro LP, "Sexual Carnage”um clássico , que marcou o Thrash Metal nacional com um som pesado e cru.Em setembro de 92, lançam o segundo LP, "Funeral Serenade", já com uma formação diferente, e mostram nas musicas uma grande evolução técnica, chegando a ser considerado como "techno-death metal" por críticos e fãs no exterior e no Brasil. Com este disco fizeram sua primeira grande turnê nacional e se consolidaram como uma das melhores bandas de death metal brasileiras. Abusando de temas anti-moralistas em suas letras, "Funeral Serenade" traduz as idéias e a visão do Sextrash, mesclando fantasias com a realidade do mundo em que vivemos.

Em 97 a banda teve um trágico fim com a morte de um dos fundadores e também um dos mais carismáticos vocalistas do metal nacional, Oswald Scheid.

Em 2003, outro fundador da banda, o baixista Tommy Simmons ( Krueger) resolve, juntamente com outro remanescente da banda, o guitarrista Marck (da formação do Funeral Serenade), voltar as atividades. Chamam então Doom, antigo guitarrista da banda Brutal Distortion, para assumir os vocais e guitarras base, e Quake para a bateria. Com muita vontade, músicos mais experientes, gravam no final de 2005 o grande CD de volta da banda, "Rape from hell" que resgata o verdadeiro Sextrash, trazendo em suas musicas a mesma brutalidade de sempre. Este disco com certeza irá marcar uma nova época na vida do Sextrash.







sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Symbols

A banda paulista Symbols foi formada em meados de 1997 por músicos de diferentes bandas do cenário undergroud brasileiro. Baseado no rock'roll em sua essência e a outros estilos musicais a banda vem adquirindo uma ótima aceitação e um grande respeito por parte do público e da mídia.

Tudo começou quando Rodrigo Arjonas convidou Marcelo Panzardi para entrar em sua antiga banda que, por sua vez, possuía um estilo próximo ao da Symbols. Com o tempo, Rodrigo e Marcelo viram que a banda precisava de um frontman mais a altura de seus ideais - foi assim que Rodrigo chamou Tito Falaschi para entrar nos vocais. A banda assim foi passando por um período de renovações até serem chamados Demian Tiguez (para a guitarra) e Rodrigo Mello(para a bateria). Com o bom rendimento Rodrigo Arjonas resolveu investir em um trabalho profissional gravando um CD. Com a gravação do CD marcada, Tito Falaschi convidou seu irmão Edu Falaschi para fazer uma participação em uma das músicas. Com a boa performance de Edu Falaschi, seu irmão Tito teve a idéia do Symbols passar a ter dois vocalistas solo. Com a ótima aceitação por toda a banda, Eduardo Falaschi passou a fazer parte da banda. Com esta formação lançaram um primeiro CD, auto-entitulado, em 1998. Em 2000 sairia o segundo CD, "Call To The End", com excelentes vendas, inclusive no exterior.

Já tendo sido um dos finalistas para a escolha do novo vocalista do Iron Maiden quando da saída de Bruce Dickinson, a competência de Edu Falaschi lhe gerou no ano de 2000 um convite para integrar a banda Angra após a saída do vocalista André Matos. Convite aceito, o Symbols se viu desfalcado de seu frontman. Pouco depois Tito e Arjonas viriam a também abandonar a banda.
Demian Tiguez assumiu o desafio de substituir a voz de Falaschi, e juntamente com Rodrigo Mello e os novos integrantes, Cezar Talarico (ex-Dragster, baixo) e Fabrízio DiSarno

Em 2005, com Demian Tiguez à frente da banda, como único remanescente da formação original,o Symbols lança seu terceiro álbum de estúdio, intitulado Faces. O álbum apresenta a mesma essência heavy metal dos anteriores, com pequenas pitadas de Hard Rock. O álbum vem com uma faixa bônus com participação especial de Edu Falaschi nos vocais.

Links:
1998 - Symbols
2000 - Call to the End
2004 - Faces

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Electric Light Orchestra

Electric Light Orchestra foi uma banda de rock britânica dos anos 70 e 80.
Depois de várias mudanças na formação, o grupo alcançou sucesso no final dos anos 70 com ajuda da música disco. Com o fim da ELO em 1986, seu líder Jeff Lynne autorizou que uma versão da banda com ex-integrantes fosse formada em 1990. O grupo foi chamado Electric Light Orchestra Part Two, lançando dois álbuns de pouca repercussão durante os anos 90.

Jeff Lynne reformulou a banda e retornou com a Electric Light Orchestra em 2001.
Apesar de singles de sucesso no início, no Reino Unido, a banda foi inicialmente mais bem-sucedido nos Estados Unidos, anunciado como "Os caras ingleses com os violinos grandes". Eles logo ganharam status de cult depois apesar das críticas mornas de volta em seu país natal no Reino Unido. Em meados da década de 1970, eles haviam se tornado uma das maiores bandas de venda no mundo. De 1972 a 1986, a ELO acumulou 27 Top 40 singles de sucesso no Reino Unido e nos EUA. O grupo também detém o recorde de ter mais Billboard Hot 100 Top 40 hits do que qualquer outra banda na história dos EUA sem nunca ter um número único.
ELO recolheu um mínimo de 19 CRIA, 21 RIAA e 38 BPI prêmios, e vendeu mais de 50 milhões de álbuns no mundo inteiro durante o período ativo.

História.
Nascimento da Banda.

No final dos anos 60, Roy Wood, guitarrista, vocalista e compositor do The Move, teve a idéia de formar uma nova banda que iria usar violinos, violoncelos, contrabaixos, metais e madeiras para dar a sua música um clássico som, tendo a música rock em sentido "que os Beatles tinham deixado". Jeff Lynne, líder do grupo de Birmingham The Idle Race, estava animado com o conceito. Em janeiro de 1970, quando Carl Wayne deixou The Move, Jeff Lynne aceitou convite de Roy Wood segundo para entrar na banda sob a condição de que eles concentrariam a sua energia no novo projeto.

Em 12 de Julho de 1970, quando Wood acrescentou violoncelos múltiplos para uma canção escrita por Lynne se iniciou o novo conceito "10538 Overture" se tornou a primeira música da Electric Light Orchestra. Para ajudar a financiar a banda novata, mais dois álbuns foram lançados da The Move durante as gravações ELO. O álbum de estréia resultante The Electric Light Orchestra foi lançado em 1971. (Foi lançado nos Estados Unidos em 1972 como "No Answer, sendo o nome escolhido por um secretário da gravadora que tentou ligar para a empresa britânica e obter o nome do álbum - já que eles foram incapazes de manter contato, ele deixou um bilhete dizendo: "Sem resposta" e é assim que o álbum se tornou nomeado os EUA) "10538 Overture" se tornou um hit top-ten no Reino Unido. Jeff Lynne, Roy Wood, e Bev Bevan foram os membros iniciais da Electric Light Orchestra. Eles se juntaram em 1971 com Bill Hunt (teclados) e Steve Woolam (violino).

O primeiro concerto de ELO teve lugar em 15 de abril de 1972 no The & Hound's Pub Fox em Croydon, Reino Unido com um line-up de Roy Wood, Jeff Lynne, Bev Bevan, Bill Hunt (chifres, teclados), Wilfred Gibson (violino), Hugh McDowell (violoncello), Mike Edwards, Andy Craig (violoncelo) e Richard Tandy no baixo.

No entanto, logo surgiram tensões entre Wood e Lynne, devido a problemas com a gerência. Entre as gravações para o segundo LP da banda, Wood deixou a banda, levando os violoncelistas McDowell e Hunt com ele para formar a banda Wizzard. Apesar das previsões da imprensa da música que a banda iria dobrar sem Wood, que tinha sido a força matriz por trás da criação da ELO, Lynne intensificou a liderar a banda, com Bev Bevan restante na bateria, acompanhado por Gibson, Richard Tandy (agora em diante o sintetizador Moog), Mike de Albuquerque no baixo e vocais e Mike Edwards e Colin Walker nos violoncelos.

A banda lançou seu segundo álbum, ELO 2 em 1973, que produziu seu primeiro single gráfico nos EUA com uma versão extremamente elaborada do clássico de Chuck Berry "Roll Over Beethoven". ELO também fez sua primeira aparição no American Coreto.

Durante a gravação do terceiro álbum, Gibson foi demitido depois de um disputa por dinheiro e Walker deixou a turnê por ter ficado longe de sua família por muito tempo. Mik Kaminski ingressou como violinista, mantendo-se o violoncelista Edwards e McDowell, que voltou para a ELO. O álbum lançado chamado "On The Third Day", foi lançado no final de 1973, com a versão americana com o sucesso "Showdown", juntamente com uma fotografia incomum, tirada pelo famoso fotógrafo Richard Avedon , que tinha os integrantes expondo seus umbigos.

Sucesso Mundial.
Para o quarto álbum Eldorado: A Symphony By The Electric Light Orchestra, um álbum conceitual sobre um sonhador, Lynne foi finalmente capaz de parar de fazer overdub dos violinos e violoncelos, e contratar uma orquestra de boa qualidade e um coro. Louis Clark se juntou à banda como arranjador de cordas. O primeiro single do álbum, "Can't Get It Out of My Head", tornou-se a primeira música do grupo a atingir o Top 10 da revista americana Billboard, e Eldorado (assim simplesmente chamado) tornou-se o primeiro disco de ouro do grupo.

Após o lançamento de Eldorado, o baixista e vocalista Kelly Groucutt e o violoncelista Melvyn Gale se juntaram ao grupo, em substituição de Albuquerque (que, como Walker, antes dele, saiu porque ficava longe de sua família por muito tempo) e Edwards, respectivamente. A partir daí a banda começou a tocar um som mais acessível. ELO tornou-se sucesso nos Estados Unidos neste momento e o grupo foi a atração realizando grandes shows em estádios e nas arenas do circuito, assim como regularmente aparecendo em The Midnight Special (1973, 1975, 1976 e 1977) mais do que qualquer outra banda na história, com quatro participações.

Face The Music foi lançado em 1975, produzindo os hits "Evil Woman" e "Strange Magic". A abertura instrumental de "Fire On High", com sua mistura de cordas e violões acústicos em chamas, serviu como música de fundo na série CBS Sports Spectacular, embora a maioria dos espectadores não tivesse ideia da origem da música. O grupo fez vários shows de 03 de fevereiro até 13 de abril de 1976 promovendo o álbum nos EUA, tocando 68 shows em 76 dias. Foi na turnê americana da ELO que estreou o uso de lasers coloridos.

Apesar do reconhecimento e do sucesso que gozavam nos Estados Unidos, ainda eram ignorados no Reino Unido até que seu sexto álbum, A New World Record, atingiu o Top 10 em 1976. Ela continha os hits "Livin 'Thing", "Telephone Line", "Rockaria!" e "Do Ya", uma regravação de uma música da The Move. A banda fez uma turnê de apoio nos EUA, de outubro de 1976 a abril 1977, com uma pausa em dezembro. Em seguida, uma aparição no American Music Award, em 31 de Janeiro de 1977, além de um show em um largo de San Diego em agosto de 1977

A New World Record foi seguido por um álbum de venda multi-platina, o duplo LP Out of the Blue, em 1977. Out of the Blue apresentava os singles "Turn to Stone", "Sweet Talkin' Woman", "Mr. Blue Sky" e "Wild West Hero", cada um se tornando um hit no Reino Unido. A banda então partiu em um mês, com um conjunto enorme e uma enorme nave espacial no palco com máquinas de nevoeiro e um laser de exibição. Nos Estados Unidos, os shows eram tarifados como "The Big Night" e foram suas maiores turnês até hoje, chegando a colocar 80.000 pessoas no Cleveland Stadium. "The Big Night" passou a se tornar a maior bilheteria de concerto ao vivo da história da música até aquele ponto. Durante a turnê a banda também tocou na Wembley Arena por 8 noites seguidas com casa lotada, estabelecendo, assim, mais um recorde na época. O primeiro desses shows foi gravado e televisionado e, mais tarde, lançado como um CD e DVD.

Em 1979 foi lançado o álbum multi-platina Discovery. Embora o maior hit do álbum (e de maior sucesso global da ELO) tenha sido o rock "Don't Bring Me Down", o álbum foi notado por sua pesada influência disco. Discovery também produziu os hits "Shine a Little Love", "Last Train to London", "Confusion" e "The Diary of Horace Wimp".

A Electric Light Orchestra encerrou o ano de 1979 com a maior venda no Reino Unido. ELO tinha atingido o auge de sua fama, vendendo milhões de álbuns e singles.

Em 1980, Jeff Lynne foi convidado a escrever para a trilha sonora do filme musical Xanadu, com a outra metade escrita por John Farrar e executada pela estrela do filme, Olivia Newton-John. O filme foi fraco em desempenho nas bilheterias, mas a trilha sonora foi excepcionalmente bem, acabou indo para platina dupla. O álbum gerou dois singles de Newton-John ("Magic", # 1 nos Estados Unidos, e "Suddenly", com Cliff Richard) e ELO ("I'm Alive", que ganhou disco de ouro, "All Over the World" e "Don't Walk Away"). A faixa-título foi realizada por ambos: Newton-John e ELO chamada "Xanadu". Foi transformada em um surpreendente sucesso da Broadway Musical, que abriu em 10 de Julho de 2007 no Helen Hayes Theatre de maneira uniforme e recebeu boas críticas, quatro Tony Award nomeações.The Electric Light Orchestra Story foi um livro de Bev Bevan com suas memórias de seus primeiros dias e ao longo de sua carreira com The Move e ELO, também foi publicado em 1980.

Em 1981, o som da ELO mudou novamente com a ficção científica do álbum Time, uma volta do grupo ao rock mais progressivo de álbuns como Eldorado. Com a seção de cordas eliminada, sintetizadores tiveram um papel preponderante, como foi a evolução da cena musical na maior parte do tempo. Time liderou as paradas britânicas por duas semanas e foi o último álbum de estúdio da ELO a ser disco de platina nos Estados Unidos e no Reino Unido. O álbum incluía os singles "Hold On Tight", "Twilight", "The Way Life's Meant to Be", "Here Is The News" e "Ticket to the Moon". A banda embarcou em sua última turnê para promover o LP. Foi a primeira turnê da ELO sem violoncelistas, embora Mik Kaminski tenha voltado a tocar com seu famoso "violino azul". Na turnê, Dave Morgan (guitarra, sintetizadores, vocais) estreou, tocando as peças na sequência de sintetizadores, e "Fred, the Robot", um robô fabricado especialmente para a ELO, que expressava as canções "Prologue" e "Epilogue" e ficava brincando no palco.

Declínio.
Jeff Lynne queria seguir Time como um álbum duplo. A CBS bloqueou seu plano, alegando que seria muito caro. O novo álbum foi editado de álbum duplo em um único disco e lançado como Secret Messages em 1983. (Muitos dos out-takes foram liberados mais tarde em "Afterglow", ou como b-sides dos singles.) O álbum foi um sucesso instantâneo no Reino Unido, alcançando o top 5. O lançamento do álbum foi seguido por uma sequência de más notícias, de que não haveria nenhuma turnê para promover o LP, porque o baterista Bev Bevan agora iria tocar bateria com o Black Sabbath e que o baixista Kelly Groucutt tinha deixado a banda. Rumores de fãs sobre a dissolução do grupo foram publicamente negados por Bevan. Embora Secret Messages tenha estreado no número quatro no Reino Unido, foi caindo nas paradas com a falta de singles no Reino Unido (apesar de "Rock and Roll Is King" ter sido um sucesso considerável no Reino Unido e os EUA) e uma resposta indiferente da mídia.

Em 1983, Bevan estava expressando o desejo de tocar no Black Sabbath permanentemente, Lynne e Tandy estavam gravando faixas para a trilha sonora de Electric Dreams, sob o nome de Jeff Lynne e, com a partida de Groucutt, supunha-se que a ELO tivesse terminado. No entanto, Lynne estava contratualmente obrigado a fazer mais um álbum da ELO.

Lynne, Bevan e Tandy retornaram ao estúdio em 1985 como um trio (com Christian Schneider tocando saxofone em algumas faixas), para o último álbum da ELO do século 20, Balance of Power, lançado no início de 1986. Embora o single "Calling America" tenha sido colocado no Top 30 no Reino Unido (# 28) e Top 20 nos Estados Unidos, o álbum, no geral, foi um fracasso de vendas. As orquestras estiveram ausentes do álbum, mais uma vez substituídas por sintetizadores, tocados por Tandy. O álbum também modificou o logotipo ELO habitual que havia aparecido em cada álbum desde 1976 para um tipo de balança.

Nessa época, a ELO teve um pequeno número de performances ao vivo, incluindo shows na Inglaterra e na Alemanha, juntamente com as aparições nos EUA, em Americana Coreto, Solid Gold e, em seguida, na Disneyland durante o verão. O Birmingham Heartbeat Charity Concert 1986 foi um concerto de caridade organizado por Bevan na cidade natal da ELO, Birmingham, em 15 de Março de 1986.

Lynne foi visto quando George Harrison apareceu no palco durante o bis de Heartbeat, juntando-se ao jam de "Johnny B. Goode". A última performance da ELO do século ocorreu em 13 de julho de 1986, em Stuttgart, na Alemanha.

A ELO, essencialmente, se desfez após a mostra final em Stuttgart, em 1986, mas não houve um anúncio formal de Lynne por dois anos, durante os quais produziu o álbum Cloud Nine, de George Harrison, integrou a banda Traveling Wilburys juntamente com Roy Orbison, George Harrison, Bob Dylan e Tom Petty). Bevan tentou convencer Lynne a fazer outro álbum ELO em 1988. Lynne não estava interessado e passou a anunciar que a ELO não existia mais.

ELO Part 2.
Bev Bevan (ao abrir um acordo com Lynne, que co-proprietária do nome ELO com ele), continuou em 1988 como ELO Part II, inicialmente com nenhum outro ex-membros do ELO, exceto Louis Clark. ELO Part II lançou seu primeiro álbum Electric Light Orchestra Part Two , em 1990. Mik Kaminski, Kelly Groucutt e Hugh McDowell se juntaram à banda para a primeira turnê em 1991. McDowell deixou após essa turnê. Bevan, Groucutt, Kaminski e Clark gravaram o segundo álbum, "Moment of Truth", em 1994 e fizeram várias turnês até 1999. Bevan aposentado do line-up em 1999 e vendeu sua parte do nome do ELO com Jeff Lynne, em 2000. Os restantes membros continuam a excursionar e gravar, rebatizado como The Orchestra.

Reforma em 2000.

Jeff Lynne começou 2000 com o lançamento de um box set retrospectivo da ELO, Flashback, contendo três CDs de faixas remasterizadas e um punhado de out-takes e obras inacabadas.

Em 2001, Zoom, primeiro álbum da ELO desde 1986, foi lançado. Embora faturados e comercializado como um álbum ELO, o único retorno de membros antigos foi de Jeff Lynne e Richard Tandy. Zoom assumiu um som mais orgânico, com menos ênfase nas cordas e efeitos eletrônicos. Entre os músicos convidados estão os ex-Beatles Ringo Starr e George Harrison. Após a conclusão do álbum, Lynne reformou completamente a banda com novos membros, incluindo sua então namorada Rosie Vela (que havia lançado seu próprio álbum "Zazu", em 1986) e anunciou que faria uma turnê novamente com ELO. O ex-membro ELO Richard Tandy voltou à banda pouco tempo depois de duas apresentações ao vivo de televisão: VH1 Storytellers e PBS show na CBS Television City, mais tarde intitulado Zoom Live Tour, que foi lançado em DVD. A turnê prevista foi cancelada. Lynne, um amigo próximo de George Harrison, ficou muito triste com sua morte. A turnê ELO não foi remarcada.

Harvest Records e Epic / Legacy lançaram várias reedições de álbuns ELO remasterizados, com out-takes e faixas nunca reveladas antes como "Surrender" e "Latitude 88 North".

Até à data, a ELO não ter sido nomeado para um Rock and Roll Hall of Fame da indução (da banda ter sido considerado elegível desde 1996). Tony Sclafani é um contribuinte regular e MSNBC nomearia ELO para o Rock Hall, se perguntou.

Nome da Banda e Logotipo.
O nome é um trocadilho baseado não apenas na luz elétrica (como em uma lâmpada, como visto no álbum de início), mas também usando o "elétrico" de instrumentos de rock combinada com uma "orquestra de luz" (orquestras, com apenas alguns violoncelos e violinos que eram populares na Grã-Bretanha na década de 1960).

O logotipo oficial da banda, projetado em 1976 pelo artista Kosh, foi visto pela primeira vez em seu álbum de 1976 "A New World Record" e é baseado em um 1946 Wurlitzer jukebox model 4008 speaker. Anterior do logotipo da banda foi semelhante à da General Electric.

O novo logotipo apareceu na maioria dos álbuns da banda as capas de várias formas. Por exemplo, em 1977 no álbum Out of the Blue, o logotipo foi transformado em uma estação espacial, uma imagem duradoura hoje sinônimo com a banda. No seguimento do álbum Discovery, o logotipo tornou-se um pequeno artefato brilhante em cima de um baú do tesouro. Bev Bevan geralmente exibia o logotipo em seu kit de bateria.


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sub Rosa

Sub Rosa: “Em segredo”, “privado”, “confidencialmente”, “encoberto”.
    Na Idade Média, uma rosa era pendurada no teto de uma câmara de conselho para indicar que o que fosse dito “debaixo da rosa” não deveria ser repetido do lado de fora. Esta prática teve origem na mitologia grega, na qual Afrodite deu uma rosa a seu filho, Eros, e ele, por sua vez, a deu para Harpócrates, o deus do silêncio, para assegurar que as indiscrições de sua mãe – ou de outros deuses – seriam mantidas em segredo.
      Banda de rock progressivo, criada em 2006 por Reinaldo, Daniel e Vinícius, em Betim – Minas Gerais.
      A Sub Rosa recebe influências diretas da musicalidade somada a temáticas conceituais de bandas como Beatles, Pink Floyd, Genesis e Marillion, embora procure uma sonoridade própria e exclusiva, marcando na mente do ouvinte a sua peculiaridade.
      The Gigsaw (expressão intraduzível para o português, que faz um trocadilho entre as palavras inglesas Jigsaw – quebra-cabeças – e Gig – evento musical) é o disco de estréia da banda, com 14 faixas. Este disco é uma narrativa velada do ciclo da vida, permeada pelos eventos que marcam a passagem do indivíduo pela existência e as marcas que este indivíduo deixa em outrem, que refletirão a longo prazo, quando este não mais estiver presente.
     Temas como plenitude, impulso de conhecer e passar o conhecimento aos demais, atos passionais, devoção, expansão da consciência, emoções-afetos-desejos, conflito, aniquilação, poder, ansiedade, alienação x manipulação, evolução e finitude são trabalhados dentro de uma narrativa que faz com que uma música complemente a outra, fazendo do disco uma peça indivisível, mas também permite que cada faixa tenha sua individualidade, seja auto-suficiente e funcione fora do conceito do disco.
      A arte gráfica traz toda uma simbologia que funciona como guia para a narrativa e apresenta painéis da obra “Très Riches Heures du duc de Berry”, um “Livro das Horas” encomendado pelo Duque de Berry – João da França, aos irmãos Limbourg.
       Em plena era dos downloads, a banda conseguiu vender mais de 5 mil cópias do disco The Gigsaw, de forma independente. Hoje o disco é distribuído no exterior pela Syn-Phonic Records, de Utah, Estados Unidos.
       A Sub Rosa continua conquistando o público e a crítica especializada. Em 2010 venceu o Festival de Música Independente da web rádio WULP (Lágrima Psicodélica), com a música Equinox, concorrendo com mais de 100 excelentes bandas. Neste ano também a banda gravou a música “Canto 26”, para a ópera rock “Vitória”, de Barata Cichetto e Amyr Cantúsio Jr.
       Os shows baseados na obra The Gigsaw chamam a atenção pela inclusão de artes cênicas juntamente ao espetáculo musical, transformando o evento em uma experiência marcante e inusitada para o público.
       No momento, a banda prepara o segundo disco, o álbum duplo “11:11”.

Links:
2009 - The Gigsaw

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Nektar


Nektar, uma das bandas inglesas que não lembram as outras bandas do mesmo país. Formada em 1969 foi desenvolvendo um som cheio de psicodelia e space rock. Também tem o krautock enraizado nas veias da banda, muitos até chegam a pensar que a banda é alemã. Voltaram a ativa no fim dos anos 90,e podemos dizer q foi uma das poucas voltas íntegras das grandes bandas progressivas dos anos 70.


Por volta de 1965, o baixista Derek “Mo” Moore e o baterista Ron Howden, ambos ingleses, estavam tocando na Alemanha. Ali mesmo, um ano depois, encontraram o tecladista escocês Alan “Taff” Freeman. Formaram o trio Prophesy e continuaram excursionando pela Alemanha. No Star Club, em Hamburgo, conheceram o guitarrista inglês Roye Albrighton. O trio já ouvira falar de Roye. Quando ele surgiu, logo trataram de contratá-lo. Voltaram para Londres e mudaram o nome do grupo para Nektar (outro nome cotado era Poleen). Mas não permaneceram na Inglaterra por muito tempo. Voltaram para Hamburgo e reencontraram um amigo, Mick Brockett, que fazia a iluminação e as montagens de palco para o Prophesy. Brockett se tornou rapidamente o quinto elemento do Nektar. No verão de 1971, o Nektar gravou seu primeiro disco, Journey to the Centre of the Eye, para a etiqueta alemã Belaphon. O tema do álbum girava em torno de um astronauta que experimentara um contato do terceiro grau. Com o sucesso em terreno alemão, o grupo, obviamente, se estabeleceu em território germânico. Gravaram mais alguns discos até que, em setembro de 1974, debutaram nos Estados Unidos. A estréia em concerto coincidia com o lançamento do primeiro LP do Nektar naquele país, Remember the Future. A receptividade foi tão grande, que propiciou o lançamento de álbuns anteriores, além dos que eventualmente se seguiram.



quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Osiris





Recentemente eu fiquei sabendo da existência desta banda de neo progressivo vinda de Bahrein, oriente médio. Eles iniciram sua carreira no final dos anos 70, produzindo três discos de estúdio (Osiris, 1981; Myths & Legends, 1984 e Reflections, 199). Após o ao vivo Beyond Cotnrol Live, de 1991, a banda encerrou atividades até ressurgir dezesseis anos depois com o conceitual Visions From the Past. A atual formação é a seguinte:

A.Razak Aryan : Keyboards & Synthesizers 
Hadi Al Said : Bass guitar 
Nabeel Al Sadeqi : Drums, Percussions 
Khalid Al Shmalan : Piano & Synthesizers 
Martin Hughes : Vocals & flute 
Mohammed Al Sadeqi Lead Guitar & Vocals 

Da formação original sobraram apenas o tecladista Aryan e os irmãos Sadeqi. 

A banda não era muito badalada talvez por soar ocidentalizada demais. Isso até 1991, pois o novo disco definitivamente faz questão de incluir diversos elementos da mísica tradicional daquele país, incluidno aí algumas vinhetas com seçòes faladas em árabe. Mas o som em geral é definitivamente neo progressivo de ótima qualidade com fortes influências de Camel. Excelentes teclados e guitarras se entrecruzam para formar uma fina tapeçaria de sons. Percussão e flautas dão o tom e sabor oriental neste disco que conta a estória de um homem velho observando a modernização de seu país nos tempos atuais. 

A produção sem dúvida poderia ser bem melhor e o grupo ainda está devendo lançar um trabalho que tenha uma engenharia de osom tão boa quanto o tipo de música que eles fazem exige. No entanto, a força das ótimas composiçòes, o bom gosto nos arranjos, a sinceridade e convicção com que trabalham nos temas e a brilhante musicalidade tornam esta audição 
extremamente agradável, Alguns temas são muito tocantes e emocionam sem ser piegas, como toda boa banda de neo deve ser. As melhores faixas são mas mais longas como The Memory Will Remain ou o épico encerramento com os 11 minutos de Finally, mas o disco todo é bem equilibrado. 

Uma ótima viagem musical por dentro de uma das culturas mais interessantes do mundo e sobre a qual ainda pouco conhecemos. Visions From The Past não é um disco arrebatador, daqueles que te ganha logo de cara. De fato ele pode parecer um CD simplista e sem sal à primeira vista, mas depois de algumas audiçòes descobre-se a quão rica, sutil e interessante é a musicalidade destes artistas de Bahrein. Vale a pena conhecer.

Banda Do Sol

Apesar de não ser mais tão popular como fora nos anos 60 e 70, o rock progressivo ainda era a grande paixão de Moa Jr (vocal/guitarra/violão), Fábio Fernandes (bateria) e Turco (baixo). A BANDA DO SOL foi então formada com referencias em nomes como Beatles, Genesis, Yes, Supertramp, Ravi Shankar, Gentle Giant e Deep Purple, mas ainda assim com um leve sotaque tropicalista.

As primeiras composições surgiram como vôos rasantes ao centro do universo, numa atmosfera calma, porém ativa, em constante movimento. Nas letras, uma proposta introspectiva de conhecimento do “Eu”, busca por paz interior e defesa da causa ecológica – mesmo antes da realidade do aquecimento global.

A BANDA DO SOL logo passou a integrar os principais eventos da época como o “Festival da Música Ecológica” de Piracicaba em 1982 – quando foi premiada pelo melhor arranjo para a música “Canção à Terra” – e o “X Fico”, festival do colégio Objetivo de Sorocaba que lhes garantiu o primeiro lugar com a canção “Golfo Pérsico”.

Depois de terem participado de duas coletâneas, a BANDA DO SOL lançou seu primeiro LP em 1982. O disco auto-intitulado foi gravado no renomado Estúdio Mosh em São Paulo. Auto-financiado, o LP chegou a ser prensado e comercializado – hoje é item raríssimo.

À época, o trabalho independente – tão em voga nos dias de hoje – não era nada fácil e o grupo esbarrou em diversas dificuldades. Sem o suporte de uma grande gravadora, a BANDA DO SOL acabou sendo desativada.

Fábio Fernandes foi estudar medicina. Turco se mudou para Londres onde vive ate hoje. Moacir Jr. lançou-se em carreira-solo e fez um relativo sucesso. Conheceu Guilherme Arantes e logo viraram parceiros. Também teve um relacionamento produtivo com Sá e Guarabyra, Renato Teixeira, Beto Guedes, Walter Franco e 14 Bis.
Alguns anos mais tarde, a BANDA DO SOL ensaia um retorno com Cesinha Rodrigues no baixo. Mais voltados para os ensaios, muitas novas composições surgiram nesta fase.
Novo Album: Tempo
Tempos depois o guitarrista Fran Simi também passa a integrar o grupo. Outros músicos passaram pela banda que chegou a realizar novos shows e gravações, como o grande “guitar-hero” brasileiro Mauro Hector e o tecladista João Leopoldo.

‘TEMPO’: O NOVO ÁLBUM
O retorno definitivo da BANDA DO SOL só se completaria com o lançamento de um novo álbum. Na nova formação, Moa Jr. no vocal, guitarra e violão; Fran Simi na guitarra; Cesinha Rodrigues no baixo; Fábio Fernandes na bateria e Allex Bessa nos teclados.

Intitulado Tempo, o novo álbum da BANDA DO SOL reúne composições inéditas de todas as fases da banda. O álbum foi gravado durante diferentes sessões nos estúdios HP Records (em Salto/SP), Estúdio DoZé (na capital paulista) e no Bugre Áudio Design, em Sorocaba/SP, sob supervisão do conceituado produtor Marcelo Bugre.



Banda Do Sol - Tempo (2010)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Haddad

 Banda capixaba que ja esta na estrada desde 1993, Gustavo e Leandro Haddad, filhos do saxofonista Zezito Haddad - músico com marcante participação em conjuntos e grandes bandas de jazz de Vitória nos anos 40/50 - começaram a atuar como compositores e instrumentistas de rock a partir de 1980, tendo realizado, desde então, shows nos principais palcos capixabas, entre os quais, o Teatro Carlos Gomes, o Ginásio Dom Bosco e o Centro de Artes da UFES.

Em 1985 fundaram o primeiro estúdio de múltiplos canais de Vitória: o Studio Um, que mantiveram em intensa atividade até 1990, gravando demos e discos para músicos independentes e produzindo jingles publicitários.

Em 1987, participaram do I FEST UFES corn Camburi Blues, música classificada entre as oito melhores do festival. Ainda em 1987, gravam Camburi Blues para o disco oficial do FEST UFES e se apresentam na I Mostra da Música Capixaba no Rio de Janeiro, realizada no Teatro Sérgio Porto, em dezembro.

Em 1988 gravam o LP Gustavo Haddad, somente corn músicas próprias, fortemente influenciado pelos grupos progressivos ingleses dos anos 70, em especial, Pink Floyd, Camel e Supertramp. A seguir, já corn a "rnarca" HADDAD, gravam e lançam o CD Haddad, trabalho desenvolvido nurn estilo mais direto, em que predominam canções e baladas pop.
Entre abril de 1994 e maio de 1995, editam a primeira revista especializada em rock no Espírito Santo, denominada Long Live Rock, que alcançou excelente repercussão junto ao público consumidor de música no Estado.

Em 1997, são lançados simultâneamente dois CDs: Deuses, Anjos, Homens & Bestas (rock progressivo) e Blues e Outros Bichos (blues/rock), sendo que o primeiro foi reeditado, cerca de urn ano depois, pelo selo carioca Rock Symphony, passando a ser distribuído em varios países da Europa, América Latina, Nova Zelândia e Japão, corn boa receptividade de público e crítica. Estes dois discos contam com o trabalho dos seguintes músicos: Gustavo (teclados e voz), Leandro (violão e voz), Paulo Pelissari (guitarras), Rubens Oliveira (baixo), Eric Carvalho (bateria) e Zezito (sax), considerada a "formação clássica" da banda Haddad.

Em 1998, Gustavo e Leandro voltaram a se apresentar ao vivo no circuito de bares de Vitória (Brasil Pandeiro e Beco do Blues) . Em 2000, mais um CD é lançado em parceria com a Rock Symphony: Orion, trabalho que aprofunda o envolvimento do Haddad com o Rock Progressivo. Em 2001 é lançado Blue Notes, e retoma a trilha aberta por Blues e Outros Bichos. Vem sendo considerado por muitos o melhor trabalho da banda.

Em 2003 é lançado Ars Longa VIta Brevis que supera Blue Notes em comentários positivos. O grupo fica conhecido em países como Japão, Austrália e reforça ainda mais sua penetração em solo europeu.

Finalmente, em 2009, sai seu ultimo trabalho entitulado "Eros & Thanatos", mais uma vez pela dobradinha Rock Symphony/Musea Records, uma duple edição digipack.

Links:
2003 - Ars Longa Vita Brevis

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Vox Dei

 Vox Dei iniciou por volta de 1967 no subúrbio de Quilmes, Buenos Aires, como uma banda típica de rock e blues com traços do psicodelismo vigente na época, cantando em inglês, logo passou a cantar apenas em espanhol e após alguns singles gravou um disco com o sugestivo nome de "Caliente", formando uma pequena legião de fiéis seguidores mas sem maior repercussão.

O ano era 1970, os argentinos do Vox Dei experimentavam, ainda que de forma bastante tímida com uma obra conceitual contendo elementos de orquestra e música clássica neste que seria o ápice na carreira da banda, com ênfase no hard rock, psicodelismo, influências de The Who, acrescendo a isso um pouco do modelo que o Deep Purple em faixas como Hallelujah e do Concerto for Group and Orchestra. La Biblia tem traços do prog italiano, mas não acredito que tivesse qualquer relação com a obra-prima que o também argentino Luis Bacalov idealizara na Itália, na mesma época, com o 'Concerto Grosso Per I New Trolls' mesclando rock e música barroca.

A intenção do Vox Dei e o formato nem de longe se assemelham a um concerto, a orquestração se faz presente em poucas músicas, mas serve para ressaltar uma obra inovadora e arrojada principalmente para o que se poderia esperar do rock latino-americano no início dos anos 70, um dos protagonistas a formar os alicerces do rock e progressivo argentino.

La Biblia, como o nome sugere, é um disco conceitual que narra com motivos próprios algumas passagens interessantes da Obra Sacra, sendo que a poesia contida nas letras de Ricardo Soulé é muito bela e inspirada, mas um tema que causaria algum desconforto em uma nação predominantemente católica que respiraria ares de ditadura e repressão (1976-1983). Mesmo assim, teve as letras revisadas pelo bispado argentino, que acabou inclusive recomendado o disco.

La Biblia teve grande êxito e foi apreciado por público e crítica que o saudaram com entusiasmo e mesmo grandiloquência em algumas publicações. Destaque para a introdução da orquestra com fagote, violinos, percussão, além das faixas Genesis, Moises (que abre com um belíssimo coro, vozes sobrepostas em uníssono para depois atingir um clima épico), Libros Sapienciales (nos moldes do The Who), a ênfase na orquestração em Cristo (Nacimiento) e a emotiva Cristo (Muerte y Resurrección), além da 'hendrixiana' Apocalipsis.

Logo após La Biblia, Godoy partiu para carreira solo. Vox Dei se manteve forte no cenário argentino até o ano de 1976 gravando vários discos nesse período, teve sobrevida até o ano de 1981, mudanças de formação e conflitos judiciais em torno do nome acabaram por enfraquecer a música e a vitalidade da banda que resultaria em várias pausas, reuniões e separações, deixando-a ativa ainda que no ostracismo, ficando mais conhecida apenas como a 'lendária' banda que gravou La Biblia.

La Biblia teve ainda uma produção em 1974 de Billy Bond com participação da Ensemble Musical de Buenos Aires e de músicos ilustres como Charly Garcia mas sem a participação de integrantes do Vox Dei, além de uma gravação ao vivo de 1986 (La Biblia según Vox Dei) e em 1998 foi recentemente regravada pelos trio remanescente de Soulé, Quiroga e Basoalto com participação de Andrés Calamaro, Fito Páez e Alejandro Lerner.

Links:

Espiritu

Banda surgida na Argentina em 1973, alcançou em sucesso consideravel no país como o lançamento do disco Crisalida, uma exelente oba do prog com passagens muito bem elaborados que deixa qualquer fan do prog impressionado.
Estou traduzindo a biografia para postar aki, mas porenquanto é só isso mesmo.
http://www.espiriturock.com.ar


Links:
1975 - Crisalida
2006 - Compilado

APOCALYPSE

O APOCALYPSE surgiu em 1983, em Caxias do Sul, na Serra gaúcha, quando o tecladista Eloy Fritsch formou uma banda de rock com colegas de escola. Inspirado nos grupos Yes, Genesis, Rush, ELP e Marillion, a primeira apresentação foi no mesmo ano, durante um festival no Colégio Cristóvão de Mendoza, em Caxias do Sul. Pouco depois o baterista Chico Fasoli e o guitarrista Ruy Fritsch se integraram ao grupo.
Em 1984 o APOCALYPSE entrou em estúdio pela primeira vez. A primeira fita demo da banda foi gravada em um estúdio anexo à Rádio Caxias. Mais uma segunda demo seria gravada antes que a banda lançasse seu primeiro álbum oficial.
Por cinco anos consecutivos (de 1985 a 1990), o APOCALYPSE foi uma banda de palco. Com presença freqüente nos mais importantes festivais gaúchos da década de 80 (Rock Festival, Circuito de Rock, Festpop, etc) chegou a tocar com importantes bandas da década como Nenhum de Nós, Ira e De Falla. Durante esse período a banda e seus integrantes também ganharam inúmeros prêmios. Entre os principais destaca-se o de “melhor banda“ durante a primeira edição do festival Circuito de Rock (organizado por uma emissora da Rede Globo) quando concorreu com mais de 250 bandas e se apresentou para um público de 14 mil pessoas. Com esse prêmio o APOCALYPSE integrou uma coletânea em LP com outras bandas gaúchas lançada pela Nova Trilha/RBS Discos.
PRIMEIRO ÁLBUM
Já consolidados como uma das mais importantes bandas gaúchas de rock, o APOCALYPSE entrou em estúdio em 1990 para gravar seu primeiro LP. Auto-intitulado APOCALYPSE, o álbum trazia 11 faixas, entre elas uma versão para o clássico “Lavender”, do Marillion. O show de lançamento do álbum foi um caso a parte: a banda interrompeu o trânsito da mais movimentada avenida de Caxias do Sul e tocou todo seu repertório durante cerca de duas horas para mais de 2 mil pessoas! Nessa época o APOCALYPSE era um trio formado por Chico Casara (vocal e baixo), Eloy Fritsch (teclados) e Chico Fasoli (bateria).
CARREIRA INTERNACIONAL
Em 1992, Ruy Fritsch retornou ao grupo consolidando a formação mais produtiva e que renderia vários álbuns e apresentações nacionais. Decepcionados pelo rumo comercial que a música tomava no Brasil, o APOCALYPSE passou a compor alguns temas em inglês e a priorizar o mercado internacional. Sua já longa carreira e qualidade artística lhes renderam um contrato de cinco anos com a maior gravadora de rock progressivo do mundo: a francesa Musea. Até então, nenhuma outra banda brasileira do estilo havia assinado um contrato internacional.
Perto do Amanhecer, o segundo disco, saiu em 1995 na França. Logo a banda ganhou destaque em todos os principais veículos europeus e foi convidada para integrar a coletânea francesa Le Meilleur du Progressif Instrumental. O APOCALYPSE se tornava um dos maiores nomes do art rock brasileiro no exterior.
No ano seguinte, em 1993, iniciaram as gravações de Aurora dos Sonhos, próximo CD encomendado pela Musea, o terceiro da carreira. Com esse álbum o APOCALYPSE criou verdadeiras obras primas do progressivo mundial como "Do Outro Lado da Vida" e "Vindo das Estrelas". Músicas longas e complexas aliadas a temas voltados em defesa à natureza, esoterismo e espiritualidade.
Com Aurora dos Sonhos a música da banda era divulgada da Europa para os Estados Unidos e países asiáticos como Japão e Coréia do Sul. Em outros países latinos como o Chile, o APOCALYPSE também passava a gozar de uma ampla notoriedade na cena progressiva.
Em 1997 os músicos decidem recuperar algumas gravações de seu primeiro LP e lançá-lo em CD. A proposta foi aprovada pelos empresários da Musea e foi lançado o CD Lendas Encantadas que ainda incluía três composições novas. A capa de Lendas Encantadas foi considerada a melhor capa do ano e escolhida para a abertura do site da gravadora Musea.
O SUCESSO NA TERRA NATAL E A PRIMEIRA TURNÊ NO EXTERIOR
Em 1998, o APOCALYPSE é convidado para tocar no maior festival de música do sul do Brasil, o Planeta Atlântida. Dividiram o palco com ninguém menos que Tim Maia, Rita Lee, Jota Quest e Titãs. O sucesso do festival fez com que a banda novamente voltasse seus olhos para o mercado brasileiro. Assinaram com a gravadora paulista “Atração” para o lançamento de uma coletânea – The Best Of APOCALYPSE – reunindo as faixas de seus três CDs. Ainda em 1998, o APOCALYPSE também foi convidado pela gravadora carioca Rock Symphony para tocar ao lado da renomada banda inglesa Pendragon no festival "Rio Art Rock Festival", no Rio de Janeiro.
Mesmo depois de retomar o sucesso em sua terra natal, o APOCALYPSE continuou em ascensão no exterior. No ano seguinte foram convidados para se apresentar no “ProgDay 99”, um dos maiores festivais internacionais de rock progressivo dos EUA! Durante sua apresentação no festival (realizado na Carolina do Norte) o APOCALYPSE foi tão bem recebido que o público pediu o retorno da banda ao palco ao fim de sua apresentação. Respeitados jornalistas estadunidenses que cobriam o evento chegaram a comparar a banda a grandes grupos como Kansas, Asia e Focus. O show, que havia sido registrado, acabou sendo lançado no Brasil em CD pela gravadora Rock Symphony. Intitulado Live In USA, o primeiro álbum ao vivo do APOCALYPSE fez história: era a primeira vez que um grupo de rock brasileiro havia gravado um show nos EUA e lançado em um formato de CD duplo.
No retorno da América, foram pauta das principais revistas brasileiras e se apresentaram num grande festival em Porto Alegre que foi transmitido ao vivo pela TVE para todo o Estado do RS. Também integraram a coletânea espanhola Margen e o ProgDay 7 Box Set – uma edição limitada de uma caixa comemorativa do Festival Internacional de Rock Progressivo com todas as bandas do evento, entre elas: Glass Hammer, Ars Nova e Discipline.
UMA NOVA ERA
O CD Refúgio, o quarto de estúdio, é lançado em 2003 trazendo novos temas como “Viagem no Tempo”, “Amazônia”, “Lembranças Eternas” e “Cachoeira das Águas Douradas”.
Apesar do sucesso do novo álbum, Chico Casara (vocal e baixo) deixa a banda. O vocalista Gustavo Demarchi e o baixista Magoo Wise são convidados a integrar o APOCALYPSE.
A banda decide então realizar um novo projeto: re-gravar antigos sucessos e compor novas músicas em inglês. O primeiro resultado é o EP Magic – The Radio Edits, onde a banda realiza versões em inglês de algumas de suas músicas mais conhecidas. O EP, lançado em caráter promocional para rádios, é disponibilizado na íntegra como presente aos fãs no lançamento do site oficial da banda (www.APOCALYPSEband.com) no final de 2004.
Meses depois o APOCALYPSE promove a “Magic Tour”, turnê onde a banda executa as canções de toda sua discografia transcritas para o inglês. Além de uma grande quantidade de shows, a banda ganha destaque na programação dos principais programas de TV, rádio, revistas e jornais. O público e a crítica reagem extremamente bem à nova fase.
O CD E DVD “AO VIVO” LIVE IN RIO
Em setembro de 2005, o APOCALYPSE é convidada para fazer o show de lançamento do festival “Rock Symphony For The Record” no Teatro Municipal de Niterói, Rio de Janeiro. A apresentação da banda é filmada e acaba originando o DVD e CD ao vivo Live In Rio.
Live In Rio é o segundo álbum ao vivo da banda – o primeiro registro em DVD – e foi gravado pelo americano Bob Nagy, um dos criadores do software Pro-Tools. A versão em DVD tem aproximadamente 80 minutos de duração, som 2.0 estéreo e 5.1 surround, além de extras com galeria de fotos, biografia, discografia com amostras sonoras, cenas de backstage e entrevistas.
O sucesso do DVD fez com que o Uriah Heep convidasse o APOCALYPSE para fazer o show de abertura dessa lenda inglesa do had rock durante a o festival Brazil Rock In Concert ocorrido no Canecão no Rio de Janeiro. Logo depois também tocaram com o grupo paulista Shaman no Teatro Bar Opinião em Porto Alegre, e em 2007 participaram do São Paulo Art Rock Festival ao lado dos grupos Violeta de Outono e Tarkus.
Com os shows de divulgação do DVD/CD Live In Rio, o APOCALYPSE foi destaque nas principais revistas brasileiras de rock: Comando Rock, Rock Hard-Valhalla, Rock Brigade e Roadie Crew.
O NOVO ÁLBUM - “THE BRIDGE OF LIGHT”
The Bridge Of Light é o título do novo álbum de inéditas do APOCALYPSE. Esse é o décimo trabalho da carreira desses heróis do rock progressivo brasileiro, o primeiro lançamento pela nova gravadora da banda, a Free Mind Records.
O álbum foi gravado ao vivo no Teatro da Universidade de Caxias do Sul e é dividido em dois atos distintos: "Act I" com as faixas "The Dance of Dawn", "Next Revelation", "Last Paradise", "Dreamer", "Meet Me" e "Ocean Soul"; e "Act II" que traz a suíte conceitual “The Bridge Of Light” dividida em sete partes e que narra a história de um dia na vida de um garoto órfão chamado Jimmy e de seu fiel amigo Z14 - ambos procuram por respostas existenciais num velho parque abandonado.
The Bridge Of Light é o primeiro disco de inéditas com a nova formação e nova sonoridade - agora mais pesado e moderno – e também está sendo lançado em toda Europa e Ásia pela Musea Records, a gravadora francesa que há anos vem lançando os discos do APOCALYPSE no exterior.
Perfeccionistas por natureza, os músicos do APOCALYPSE também são exigentes com as capas de seus discos. Depois de terem trabalhado com o já renomado Gustavo Sazes que fez as artes para o CD e DVD "Live In Rio", agora foi a vez do artista paulista Robson Piccin (Laudany, Lumina, Lothlöryen, Eternal Malediction, Banda do Sol, Hevilan, Symmetrya, etc) traduzir os conceitos das músicas do APOCALYPSE em imagens.
The Bridge Of Light marca as comemorações de 25 anos do APOCALYPSE que vai continuar provando porque detêm o mérito de maior banda de rock progressivo brasileira de todos os tempos.
Follow The Bridge!

Links:
Perto do Amanhecer (1995)
Aurora dos Sonhos (1996)
Refugio (2003)
The Radio Edits EP (2005)
Live in Rio (2007)
The Bridge of Light (2008)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Quidam

O Quidam é uma banda polonesa de prog sinfônico que surgiu na primeira metade dos anos 90 e causou sensação com sua excelente e belíssima vocalista Emila Derkowska. `A palavra Quidam vem do latim que significa "alguém" ou "algum ser humano". A sonoridade do grupo trazia influências do Camel e Marillion, com a presença de flautas, violinos e cellos, além da guitarra melodiosa de Maciej Meller.

Lançaram 3 CDs de estúdio: o destaque é o primeiro e excelente CD "Quidam" (1996), seguido dos bons trabalhos "Angels Dream" (em polonês: Sny Aniolow, 1998) e "Time Beneath the Sky" (em polonês: Pod Niebem Czas, 2002). O primeiro CD é todo cantado em polonês, mas os dois CDs seguintes possuem versões diferentes cantadas em polonês ou em inglês.

O Quidam tocou em vários festivais de Prog como o Baja Prog 1999 (registrado em CD ao vivo: Live in Mexico 99) e Rio Art Rock Festival (Brasil, 2002). Porém em 20 de fevereiro de 2003 houve a trágica saída da Emila, o que deixou a comunidade Prog em abandono e desespero profundos. Os membros remanescentes reformularam o grupo com uma nova cozinha (baterista e baixista) e o desconhecido cantor Bartek Kossowicz. O grupo ressurgiu das cinzas em 2005 com o novo CD "SurREvival", que entretanto foi recebido com muito ceticismo e desconfiança. Agora em 2006 surge o primeiro DVD oficial da banda, "The Fifth Season", nome de uma canção do último CD. Imediatamente surgem perguntas que só podem ser respondidas analisando a performance da banda "ao vivo" no DVD: como estaria o Quidam pós-Emilia? Teriam superado a sua perda e encontrado um substituto à altura? E depois disso a banda ainda teria algo interessante a apresentar?


Links:


Sny aniołów (Angels' Dreams) (1998)
Live in Mexico (1999)
Alone Together (2007)

Saecvla Saecvlorum




Formado em 1974 por Marcus Viana (violinos) Giácomo Lombardi (piano), José Audísio (guitarras), Bob Walter (bateria), Edson Plá Viegas e Juninho (baixo) esta lendária banda mineira só foi conhecida por grande parte do público após o surgimento do CD, e a possibilidade de Marcus Viana (que é proprietário da gravadora Sonhos & Sons) de lançar o único registro do grupo.
Participaram ainda em 76 do lendário festival Camping Pop (hoje Camping Rock), que reunia e revelava grandes grupos da época, no mesmo ano o grupo entra no estúdio para gravar uma demo que, mesmo estando em contatos quase certo com a Warner, foi abortado e a gravadora engavetou o projeto.Pouco tempo depois a banda encerraria sua atividades, em 77.
Inédito durante 20 anos o disco agora pôde ser lançado, agora pela gravadora de Marcus Viana, a partir dos tapes originais, segundo informações muitas músicas não foram incluídas no único disco do Saecvla, pois apresentavam qualidade muito ruim.Após o término do grupo, Marcus funda o Sagrado Coração da Terra e chama Lombardi que chega a gravar alguns discos com o grupo.

Em 1996, Marcus Viana, em seu estúdio Sonhos & Sons, reúne, edita e masteriza digitalmente o material que os antigos 
integrantes do disco ainda possuíam e que seria a base da fita demo, possibilitando assim, ampliar o número de conhecedores deste pequeno, porém magnífico repertório.

O som da banda - de excelente qualidade - pode ser comparado a grandes grupos do gênero como Premiata, Forneria, Marconi, Yes, Pink Floyd e Gryphon, sendo considerado como um dos melhores trabalhos da cena progressiva nacional de todos os tempos.

Links:
1976 - Saecvla Saecvlorum 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Godspeed You! Black Emperor

A banda retirou o nome de God Speed You! Black Emperor, um documentário japonês em preto e branco de 1976 dirigido por Mitsuo Yanagimachi, que segue as aventuras dos Bōsōzoku, os Imperadores Negros, gangue de motociclistas japoneses. É geralmente classificada como post-rock, mas possui muitas influências de estilos como rock progressivo, punk-rock, música clássica e vanguarda. Suas gravações consistem em poucas músicas de longa duração, a maioria entre 15 e 25 minutos, dividas em movimentos que, às vezes, são especificados nos registros das gravações.
Foi formada em 1994 com apenas três membros, mas sua formação varia com freqüência chegando a incorporar em torno de 20 membros de uma única vez. Desde 1998, mantém apenas nove integrantes. Os instrumentos tocados variam de acordo com a formação, mas sempre houve uma tendência em torno de guitarras e baixos elétricos, instrumento de cordas e percussão. Outros instrumentos como metalofone e trompa são tocados ocasionalmente. Algumas músicas são acompanhadas por fragmentos gravados pela banda ao longo da América do Norte, incluindo um apocalíptico pregador de rua de Providence, um anúncio em um posto de gasolina, um grupo de crianças falando e cantando em francês, assim como gravações feitas em estações de rádio.

No passado, os membros da banda não gostavam de dar entrevistas, mostrando um certo descaso pela indústria musical. Por isso, ganharam a fama de anti-sociais e nunca mostraram muito de suas personalidades. Entretanto, ficaram mais conhecidos depois de aparecerem na capa da revista britânica NME, em 1999. O integrante que mais interage com a imprensa é Efrim Menuck, por essa razão é apresentado como líder, rótulo que ele repudia.
Os membros do grupo têm formado uma série de projetos paralelos, incluindo A Silver Mt. Zion, Fly Pan Am, Hrsta, e Set Fire to Flames. A banda contribuiu com a música "East Hastings" do primeiro álbum F♯A♯∞ para a trilha sonora do filme 28 Days Later, embora tenha sido pesadamente editada, algo incomum para todos os integrantes. No entanto, a faixa foi excluída do CD da trilha sonora por questões de ética. Em 2005, a banda permitiu que músicas do CD Yanqui U.X.O. fossem usadas no documentário Bombhunters, afirmando que apesar de não permitir suas músicas em filmes, poderiam alinhar as canções com a natureza social do filme. Um segmento da faixa "Providence" foi usada para promover a série dramática da BBC Superstorm, que foi ao ar em abril de 2007.
A banda lançou um CD com versões dos dois primeiros álbuns gravados pelo selo Kranky e um LP pela Constellation Records. O LP e o CD de Yanqui U.X.O. foram produzidos pela Constellation após o fim do contrato com a Kranky.

O Godspeed You! Black Emperor anunciou uma pausa por tempo indeterminado em meados de 2003, ainda sem planos para uma volta.
Em 2004, o guitarrista Roger-Tellier Craig abandonou o grupo de forma amistosa para se dedicar mais ao Fly Pan Am.

Vários integrantes são anarquistas, por isso existe um forte componente político junto à banda. Por exemplo, as notas do CD Yanqui U.X.O. descrevem a canção "09-15-00" como "Ariel Sharon rodeado por mil soldados israelenses marchando pela Mesquita de Al-Aqsa e provocando outra Intifada", e a parte de trás do álbum retrata a relação de algumas indústrias da música com um complexo industrial-militar[5]. Várias canções incorporam vozes que expressam sentimentos políticos, bastante notáveis em "The Dead Flag Blues", do álbum F♯A♯∞, e "Blaise Bailey Finnegan III", do álbum Slow Riot for New Zerø Kanada.
Em 2003, o grupo foi confundido com terroristas.[6][7] Após o veículo que levava o grupo parar em um posto de gasolina na cidade de Ardmore, Oklahoma, durante a turnê de 2003 pelos Estados Unidos, a funcionária do posto acreditou que tratava-se de terroristas. Ela informou rapidamente a outro funcionário para que avisasse à polícia. Quando a polícia apareceu, o grupo foi interrogado por mais de três horas pelo FBI. Apesar da polícia suspeitar de documentos antigovernamentais e algumas coisas estranhas, como fotografias de poços petrolíferos, não encontrou nenhuma evidência que incriminasse o grupo. Depois da comprovação dos antecedentes dos membros, a banda foi liberada da custódia e foi à próxima apresentação em Columbia, Missouri. Efrim Menuck se dirigiu à multidão explicando o acontecido e especulou dizendo que a liberação rápida foi devido a sua raça. "Tenho sorte por não ser paquistanês ou coreano. Eles prendem pessoas o tempo todo na Califórnia e ninguém sabe o que acontece. Apenas tivemos sorte de sermos uns canadenses branquelos e bonitinhos.", disse[8]. O incidente foi mencionado no livro de Michael Moore, "Cara, Cadê Meu País?".

Links:


1997 - F♯A♯∞ 
1999 - Slow Riot for New Zerø Kanada
2000 - Lift Your Skinny Fists Like Antennas to Heaven
2002 - Yanqui U.X.O.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Triumvirat

Triumvirat foi uma banda alemã de rock progressivo formada em 1969. O seu nome deriva do facto de serem apenas três os seus executantes. Os fundadores foram Jürgen Fritz, Hans Bathelt e Werner Frangenberg. Liderada por Jürgen Fritz, tiveram muito êxito nos anos 70, principalmente com o álbum Spartacus 1976.
Durante o início, a banda executava músicas de sucesso em lugares famosos de sua cidade natal, Colônia. The Nice e Emerson, Lake & Palmer foram bandas que influenciaram a direção musical do Triumvirat, tanto que a banda incorporou algumas músicas dessas bandas em seu repertório. No alto de sua fama durante a era do rock progressivo na década de 70, o Triumvirat era constantemente chamado de Emerson, Lake & Palmer alemão, ou clone ELP, devido a virtuosidade clássica de Fritz nos teclados e sintetizadores.
No início da década de 1970, a banda enviou uma fita demo para a EMI Records em Colônia e ganhou seu primeiro contrato de gravação. Foram produzidos outros álbuns durante a mesma década, incluindo Mediterranean Tales: Across The Waters e Illusions on a Double Dimple. Em 1975, a banda atingiu o ápice de seu sucesso comercial com o lançamento de Spartacus, que é considerado por muitos um álbum clássico do rock progressivo.
A banda sofreu várias mudanças pessoais (incluindo a perda do vocalista Helmut Köllen, que morreu de asfixia por monóxido de carbono enquanto ouvia algumas de suas músicas de estúdio no carro enquanto o motor estava ligado, em sua garagem). A banda terminou em 1980 com o lançamento de seu álbum final, Russian Roulette.

Links:

1972 - Mediterranean Tales (Across the Water)
1974 - Illusions on a Double Dimple
1975 - Spartacus
1976 - Old Loves Die Hard
1977 - Pompeii
1979 - A La Carte
1980 - Russian Roulette

Rock Brasília emociona público no 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Embora não faça parte da mostra competitiva, o documentário Rock Brasília - A Era de Ouro, de Vladimir Carvalho, emocionou o público na abertura do 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, nessa segunda-feira (26) à noite, no Teatro Nacional. O filme, que conta a história da geração do rock dos anos 80 em Brasília, não só empolgou pela espontaneidade dos depoimentos dos músicos, mas também pela identificação com os que moram nas superquadras e que, de alguma forma, viram o movimento do rock ocorrer na cidade.

Vladimir Carvalho retrata a geração que gerou bandas como Capital Inicial, Legião Urbana e Plebe Rude, valorizando a capacidade que esses jovens tiveram de se expressar em meio a condições adversas. "Eram jovens que reagiam institivamente à autoridade. Eram jovens cultos, viajados e que fizeram músicas e letras permeadas dessa reação naquele momento de transição da política. Eles não foram cooptados, eles cooptaram", disse à Agência Brasil o cineasta, que era professor da Universidade de Brasília (UnB) na década de 1980 e registrou os momentos  iniciais das bandas, além de entrevistas com seus integrantes em 1987 e 1988.

"Percebi que havia história no movimento desses rapazes porque eles estavam voltando a Brasília depois de tocar em várias cidades brasileiras. Comecei a gravar os shows que aconteciam na Foods (lanchonete da Asa Sul), na UnB e a gravar entrevistas com esses garotos. Isso ficou guardado por mais de 20 anos. A minha sorte é que não estragou", acrescentou.

Vladimir ressalta o exemplo dessa geração pelo papel de resistência e, principalmente, de crença em um sonho. "É necessário olhar no retrovisor para entender muito do Brasil de hoje. Esses garotos deram um ensurdecedor exemplo de perseverança e crença em um sonho. E tem que ser assim para que esse sonho se torne realidade", disse. "Eles ainda sentiram o peso dos resquícios da ditadura, chegaram a ser presos em um show em Patos de Minas e viram que  o negócio era sério".

O baterista Fe Lemos, da banda Capital Inicial, um dos entrevistados no documentário, lembrou que à época,  não poderia imaginar a repercussão de sua simples vontade de tocar. "A gente via tudo como brincadeira. Nunca pensei que isso tivesse tamanha repercussão, da mesma forma que nunca pensei que estaríamos agora sem o Renato Russo, que sempre dizia que queria ser músico, depois cineasta e, depois, escrever um livro. Se ele estivesse aqui neste momento, com certeza estaria se aventurando pelas artes visuais".

Rock Brasília - Era de Ouro não concorrerá a prêmios. O filme, no entanto, já recebeu o prêmio de melhor documentário do Festival de Paulínia de Cinema deste ano.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Mostra de cinema traz história do rock no Brasil


Nesta terça-feira, 27 de setembro, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio inaugura a mostra “O Cinema Rock’n’roll - Filmes Brasileiros Da Jovem Guarda Aos Dias De Hoje”. Serão apresentadas preciosidades como “Minha Sogra é da Polícia”, que traz o trio formado por Roberto Carlos - na época com apenas 17 anos - Erasmo Carlos e Carlos Imperial que aparecem como banda de apoio para o astro Cauby Peixoto durante uma apresentação de “Let’s Rock”.


A mostra do CCBB vai traçar a evolução do rock de forma cronológica a partir de sua inclusão nas chanchadas – quando Carlos Manga, em 1957, dirige “De Vento em Popa” – até os filmes pós-retomada dos anos de 1990, como “Baile Perfumado”, de Lírio Ferreira e Paulo Caldas.


Com curadoria de Barbara Kahane, o evento reúne 19 longas-metragens que traçam a evolução do gênero no país a partir da cinematografia nacional dos últimos 50 anos. Quatro curtas e e videoclipes também serão exibidos.


Francisco de Paula, diretor do filme “Areias Escaldantes”, participa de debate com o público na quarta-feira, 05 de outubro, às 19h00. A mostra fica em cartaz até 06 de outubro.


Veja o serviço abaixo:


27/09 a 06/10/2011 - Rio de Janeiro/RJ
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro - Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
Ingressos: Grátis. É necessário retirar as senhas 30 minutos antes de cada sessão (capacidade 102 lugares)
Informações: 21 3808-202 / www.bb.com.br/cultura / www.twitter.com/ccbb_rj

Queen

 O embrião do Queen  foi a banda Smile, formada em 1968 por Brian May e Tim Staffell, estudantes do Imperial College em Londres. Através de um anúncio no mural da escola adquiriram o baterista Roger Taylor. Em 1969 embora apenas tendo se apresentado para platéias de amigos, conseguiram apoio da gravadora Mercury Records. No Ealing College of Art Tim Staffell apresentou a banda a Freddie Bulsara (vocalista de uma outra banda, Wreckage, que mais tarde mudaria seu nome para Freddie Mercury).


Em 1970 Stafelll abandonou o Smile. Brian e Roger se juntaram a Freddie e fundaram a banda Queen. Após experimentar alguns baixista a formação se estabilizou com John Deacon. Após ensaios exaustivos e dezenas de apresentações na escola gravaram as primeiras demos, que apesar da pouca repercussão lhes valeram o apoio da pequena gravadora Trident em 1972.


A partir de um acordo entre Trident e EMI foi lançado o álbum Queen em 1973 e iniciaram sua primeira turnê abrindo para a banda Mott The Hoople (rapidamente se tornando mais importante no show que a banda principal). Depois do lançamento de Queen II em 1974 a banda seguiu sua primeira turnê como headliner. Em meio às primeiras apresentações fora da Inglaterra (nos Estados Unidos) tiveram que interromper temporariamente as atividades em virtude de uma crise de hepatite de Brian May (que não participaria do início das gravações do próximo álbum em virtude da doença).


Sheer Heart Atack foi lançado em 1974 e se tornou um sucesso mundial. A turnê mundial que se seguiu teve de ser extendida, chegando a banda a se apresentar em lugares diferentes em um mesmo dia. A pressão dos shows levou Freddie Mercury a contrair uma séria infecção na garganta em meio a turnê que desta vez não chegou a ser interrompida apesar de algumas datas canceladas.


Bohemian Rhapsody foi lançada em 1975. Uma verdadeira ópera rock, no sentido mais literal das palavras. Taxada de experimentalista pela gravadora uma música como aquela dificilmente chegaria a ser um hit. Mais do que isso, porém, Bohemian Rhapsody se tornou no maior clássico da banda e seu primeiro single a chegar ao número 1. O álbum A Night At The Opera (o primeiro a ter o nome de um dos filmes dos irmãos Marx) de 1975 se tornou o seu primeiro álbum a vender mais de 1 milhão de cópias e alavancou as vendas dos álbuns anteriores. Desde os Beatles nenhuma banda inglesa havia conseguido colocar quatro álbuns entre os 20 mais vendidos de uma só vez. O próximo álbum, A Day At The Races, mesmo antes de sair às lojas já havia vendido antecipadamente meio milhão de cópias a mais que o previsto.


A sequência de álbuns e singles de sucesso prosseguiu incansável, News Of The World (1977, com os sucessos We Will Rock You e We Are The Champions), Jazz (1978), Live Killers (gravação ao vivo de 1979), The Game (1980, com a polêmica Another One Bites The Dust, acusada de ter mensagens subliminares de incentivo ao uso da maconha) e a trilha sonora para o filme Flash Gordon (1980). A banda entra na década de 80 com o acréscimo de instrumentos  eletrônicos e um começo de flerte com a dance music. The Works (1984) lança os hits Radio Ga Ga e I Want To Break Free nas rádios e MTV, marcando a fase de maior repercussão da banda. Em 1986 foi lançado A Kind Of Magic, trilha sonora para o filme Highlander, e Live Magic, um novo registro ao vivo.


Os membros da banda gravaram ainda, durante os anos 80, vários álbuns solos. O destaque obviamente ficou para Freddie Mercury, com o hit I Was Born To Love You (tema de novela no Brasil) e um ábum de grande repercussão com a cantora clássica Montserrat Caballe (destacando as músicas Barcelona, tema das Olimpíadas e How Can I Go On). Roger por suas vez chegou a gravar três álbuns com seu projeto solo, The Cross. Tendo sido eleita melhor banda dos anos 80 em dezenas de pesquisas em todo o mundo a banda encerra a década de 80 com o album The Miracle, lançado em maio de 89.


Em fevereiro de 91 lanca Innuendo (Insinuaçao), album que marca a despedida do vocalista e líder Freddie Mercury. Com menções depressivas e letras subjetivas, um Freddie Mercury fraco insinua um dificil adeus, com músicas como The Show Must Go On (O show Deve Continuar) e These Are The Days Of Our Lives (Esses São os Dias de Nossas Vidas).


Estátua de Freddie Mercury em Montreux
Alguns meses após o lançamento de Innuendo, Fred assumiria oficialmente ser HIV positivo, vindo a falecer de broncopneumonia em sua casa, 24 horas depois. Em entrevista à imprensa britânica o guitarrista Brian May lamenta a morte do companheiro de banda, dizendo ter perdido um irmão.


Ainda em 91 é lançado o album coletânea Greatest Hits II. Em junho de 92, a banda realiza com sucesso um tributo em homenagem a Fred. O show conta com participações de astros e bandas consagradas, tendo toda a sua renda revertida para o combate à AIDS. No mesmo ano lança o album ao vivo Live At Wembley '86.


Só em novembro de 95 é lançado Made In Heaven, um album póstumo com faixas ineditas. Dois anos depois, os integrantes se reencontrariam para o lançamento de Queen Rocks, com a belíssima canção, No One But You homenageando Freddie Mercury.


O último album oficial da 2ª melhor banda do mundo (segundo a a Channel4, HMV e Classic FM), foi lançado em novembro de 99. A coletânea Greatest Hits III conta com a participação de George Michael, David Bowie, entre outros...


Links:



Queen - Queen [1973]
Queen - Queen II [1974]
Queen - Sheer Heart Attack [1974]
Queen - A Night at the Opera [1975]
Queen - A day at the Races [1976]
Queen - News of the World [1977]
Queen - Jazz [1978]
Queen - Live Killers [1979]
Queen - The Game [1979]
Queen - Hot Space [1981]
Queen - A Kind of Magic [1986]
Queen - Innuendo [1991]
Queen - Live At Wembley '86 [1992]

Genesis


Uma das mais importantes bandas da história do rock, e possivelmente a mais importante do rock progressivo. Muita gente conhece o Genesis apenas através de alguns discos mais recentes, como Invisible Touch, mas a história do grupo é vasta e intensa. Dentro de um gênero como o rock progressivo, caracterizado pela complexidade das músicas, e (talvez por isso) pela diversidade de opiniões do público, o Genesis é uma das poucas unanimidades entre os admiradores do gênero. 


O Genesis surgiu em meados de 1967, em uma escola inglesa chamada Charterhouse. Haviam 2 bandas formadas por estudantes desta escola tocando na época : The Anon e Garden Wall. O Anon era formado por Richard Macphail (vocais), Anthony Phllips (guitarra solo), Michael Rutherford (guitarra base), Rivers Job (baixo) e Rob Tyrrell (bateria). Seu repertório consistia em covers de Beatles e Rolling Stones, além de algumas raras composições inéditas. O Garden Wall era formado por Tony Banks (teclados), Peter Gabriel (vocais) e Chris Stewart (bateria). 


A semente embrionária do que seria o Genesis foi plantada no concerto do fim deste ano, quando o Garden Wall fez seu último show, contando com Job no baixo e Phillips na guitarra. Após isto, Phillips e Rutherford decidiram continuar tocando juntos, e chamaram Tony Banks para tocar com eles. 


A idéia inicial é que o vocalista seria Phillips. Porém, após se juntar a ele e a Rutherford, Banks os convenceu a convocar Gabriel para vocalista, alegando que este tinha uma voz melhor. O tempo mostrou que Banks tinha inteira razão. 


Os quatro, então, se juntaram, e gravaram a sua primeira fita demo. Há controvérsias a respeito da formação exata do grupo nesta época : fontes afirmam que Peter Gabriel, além de vocalista, também era o baterista do grupo nestes primeiros dias; enquanto há quem diga que Chris Stewart é quem tocava bateria. 


O que se sabe é que a 1ª fita demo chegou às mãos de Johnattan King, produtor ligado à gravadora Decca. King também tinha sido aluno de Charterhouse, e tinha amigos em comum com os músicos. A fita continha as seguintes músicas : That's Me, Listen on 5, Don't Wash Your Back, Try a Little Sadness, She's Beautiful, e Patricia. A fita impressionou Johnattan, que pediu aos músicos uma outra demo, mais bem trabalhada. 


Nesta 2ª fita, gravada com mais recursos, eles regravaram She's Beautiful e Try a Little Sadness, e acrescentaram Where the Sour Turns to Sweet e The Image Blown Out. Posteriormente, uma 3ª demo seria gravada, contendo, entre outras músicas, The Silent Sun, uma composição bem no estilo dos Bee Gees da época, banda que King admirava. Com isto, os músicos conseguiram um contrato, e em janeiro e abril de 68 foram lançados seus dois primeiros compactos : The Silent Sun/That's Me, e A Winter's Tale/One Eyed Hound. Estes compactos repercutiram muito pouco na época, apesar de sua sonoridade interessante (algo como o rock dos anos 60, na linha Bee Gees, Herman's Hermits). 


Um detalhe : nestes compactos, estava com eles Chris Stewart na bateria. Se isso praticamente descarta a possibilidade de Peter Gabriel ter tocado o instrumento no início, outro dado surgiria mais de 30 anos depois para reacender a dúvida : uma das gravações da 1ª fita demo do grupo, Patricia, reapareceu na caixa Genesis Archive 1967/1975, lançada recentemente. Os registros da época apontam que só haviam 4 pessoas na gravação : Gabriel, Banks, Phillips e Rutherford. Pois bem, na gravação de Patricia, percebe-se claramente a presença de uma bateria. Quem a teria tocado ? 


Dúvidas a parte, o grupo segue, já com um novo baterista, John Silver, e grava o seu primeiro LP, que seria intitulado From Genesis to Revelation, com King na mesa de produção. Na época em que as gravações foram concluídas, um fato por demais curioso aconteceu : a gravadora Decca descobriu que havia na América um outro grupo chamado Genesis, e começou a pressionar King para mudar o nome do grupo. 


O disco acabou sendo lançado sem nome definido para a banda. Um dos poucos casos na história da música em que um disco tinha nome, mas o artista não. Na capa aparecia apenas "From Genesis to Revelation". E no encarte, uma nota explicava a confusa situação : 


"Agora somos um grupo sem nome, mas temos um disco e queremos distribuí-los para vocês, com ou sem nome". 


A capa (fundo marrom com apenas o nome do disco em cor mais clara) e a sonoridade do disco (letras tão reflexivas que beiravam a temática bíblica, e o som coberto por uma orquestra que foi acrescentada à última hora, e que acabou ofuscando os instrumentos do próprio grupo), fizeram com que grande parte dos lojistas o colocasse na seção de discos religiosos. 


Segundo registros da época, o disco vendeu pouco mais de 600 cópias, um fracasso total, que fez com que John Silver deixasse o grupo, e que eles rompessem com Jonattan King. A orquestra que foi acrescentada nas gravações, decepcionou completamente os músicos, que praticamente não reconheceram no disco as músicas que eles próprios haviam gravado. O grupo parecia não ter futuro, e os pais dos músicos os pressionavam para continuar os estudos. Tudo caminhava para a dissolvição da banda. 




Pois quando menos se esperava, começou a grande virada. Durante o ano de 1969 e o início de 1970 , o grupo recrutou um novo baterista, John Mayhew; os músicos abandonaram os estudos, e passaram meses reunidos, apenas tocando juntos e compondo. Neste mesmo período, Richard MacPhail, antigo amigo e ex-vocalista do Anon, reapareceu e assumiu o papel de empresário do grupo. 


Aos poucos, alguns shows em pequenos clubes foram sendo realizados. Neles, o público pode começar a conhecer a nova face do Genesis. Os músicos se projetavam mais, e já executavam vários instrumentos. Peter Gabriel começou a tocar flauta, acordeon e percussões. Phillips e Rutheford tocavam vários instrumentos de corda, entre os quais o dulcimer, de onde Phillips tirava melodias maravilhosas. 


As novas composições mostravam um amadurecimento assustador : temas longos, melodiosos, e repletos de belas harmonias. Era o rock progressivo, que surgiu no final dos anos 60, e rapidamente tomava conta da Inglaterra. O Genesis começava a se mostrar como um exemplo perfeito deste novo estilo, e acabou despertando o interesse de uma nova e grande gravadora que surgia : The Famous Charisma Label. 


Especializada em rock progressivo, a gravadora crescia rapidamente, e já tinha em seu cast grupos como Van Der Graaf Generator. Pessoas ligadas à Charisma assistiram alguns dos shows do Genesis, e se encantaram. Contrato assinado, os músicos entram em estúdio e gravam o seu 2º disco : Trespass. 


O disco é bastante elogiado pela crítica, e atrai a atenção do público para o grupo. Muitos consideram este o verdadeiro começo da banda, por se tratar do 1º disco em que aparece o som que os consagrou : temas longos progressivos, com vários climas e solos de teclados, guitarras e flautas. Belos vocais de Gabriel. Tudo combinava com perfeição. Havia uma magia por trás das canções. 


A banda começava a crescer, e nessa época, Phillips e Mayhew saem. A saída de Mayhew não foi muito sentida, mas a de Phillips causou preocupação, pois este era uma das figuras mais importantes do grupo. 


No lugar de Phillips, entrou Steve Hacket; e no de Mayhew, Phill Collins. Ambas as escolhas foram mais que satisfatórias, e a partir daí a banda continuou a crescer, e entraria naquela que é considerada a melhor fase de sua carreira. 


Após a bem sucedida turnê de Trespass, o grupo volta ao estúdio em 1971, e grava Nursery Cryme. O álbum é aclamado por público e crítica, graças à magia de seus temas. Steve Hacket se mostra um mestre na guitarra, e Phil Collins, um monstro na bateria, além de um perfeito backing vocal, devido à semelhança de sua voz com a de Gabriel. 


O disco tinha clássicos como The Return of the Giant Hogweed, The Fountain of Salmacis, e a magistral Musical Box, considerada por muitos a melhor música de toda a carreira da banda. 


O som do Genesis já começava a conquistar adeptos fora da Grã-Bretanha, e chegar à América. Em 1972, eles lançam um novo álbum : Foxtrot, e mais ou menos nesta época, Peter Gabriel lança mão de um recurso que os tiraria de vez do anonimato. Ele passa a representar no palco os personagens das canções do grupo, usando fantasias e máscaras. 


Os shows passaram a contar então com as representações teatrais, que combinavam com as músicas e criavam uma atmosfera única. A partir daí, o Genesis se transformou quase numa religião, e passou a ser idolatrado por seu público, que aumentava cada vez mais. 


No início de 73, sai o 1º disco ao vivo, o excelente Genesis Live, que inclui clássicos como Watcher of the Skies e Musical Box, em belas interpretações. 


Ainda neste ano, lançam Selling England by the Pound, um dos melhores álbuns da carreira da banda, com músicas como Dancing With the Moonlit Knight, Firth to Fifth, Cinema Show, e I Know What I Like, que se tornou o maior sucesso do grupo na época. 


A popularidade do Genesis só crescia, eles lideravam o movimento progressivo, que estava no seu auge, ao lado de King Crimson, Yes, Pink Floyd e outras grandes bandas da época. Em 74, seria lançado The Lamb Lies Down on Broadway, um álbum duplo conceitual, contando uma história surreal, a saga do portoriquenho Rael. Outro clássico absoluto. 


A turnê de divulgação foi gigantesca, e nela todo o disco era tocado na íntegra, sempre acompanhado das representações de Gabriel. O sucesso, mais uma vez, foi absoluto, mas dentro da banda as coisas não corriam muito bem. Comenta-se que Gabriel queria realizar trabalhos diferentes do que o Genesis vinha fazendo. E os seus companheiros, por outro lado, já se mostravam descontentes com o formato dos shows, que concentrava todas as atenções em torno de Gabriel. Além disso, achavam que aquilo já estava ficando cansativo. 


Em meio às divergências, explodiu a bomba : Peter Gabriel estava deixando o Genesis. O público entrou em pânico. Como poderia acontecer uma coisa assim ? O que seria do Genesis sem sua principal figura ? O que iria acontecer ? 


O fato é que, em meados de 75, Peter Gabriel saiu em definitivo. E pouco tempo depois, o guitarrista Steve Hacket lançaria um disco solo, muito elogiado, que aumentaram os temores de uma possível separação do grupo. 


Mas eles seguiriam em frente. No início, sentiram uma enorme insegurança. Mas aos poucos, foram assimilando a perda de seu líder, e aproveitando a chance para mostrar um pouco mais de cada um, pois o último disco foi concebido em sua maioria por Peter. 


Inicialmente, procuraram outro vocalista para substituir Peter Gabriel. O novo disco já estava praticamente pronto, e Phil Collins faria o vocal principal em algumas músicas (entre elas Squonk), enquanto as demais ficariam a cargo do novo cantor. Mas eles acabaram não chegando a ninguém. Phil cantava as músicas melhor do que todos os candidatos. 


Então foi decidido que Phil Collins mesmo passaria a ser o vocalista. Nos shows, a banda teria um baterista contratado, enquanto que no estúdio Phil faria os dois papéis. 


Os temores que restavam em relação ao grupo se foram com o lançamento do novo disco. A Trick of the Tail, lançado no início de 76, agradou em cheio os fãs, pois as músicas continuavam muito boas, seguindo a linha progressiva da banda (com exceção talvez da faixa título). E Phil comprovou sua eficiência, com vocais fortes e bonitos. Além disso, sua voz é semelhante à de Peter, assim o público respirou aliviado. 


Nos primeiros shows, o baterista era nada mais nada menos do que Bill Bruford, ex-Yes e ex-King Crimson, considerado um dos melhores bateristas do mundo na época. Mais tarde ele seria substituído por Chester Thompson. 


Ainda em 76, foi lançado um dos melhores discos do Genesis : Wind and Wuthering. Um show de belas melodias, onde se destacam mais ainda os teclados de Tony Banks, além da competência habitual do grupo. Um disco indispensável para os fãs. 


E em 77, viria a público o duplo ao vivo Second's Out, com a turnê de 76, que entre outros destaques, tinha o clássico Supper's Ready, cantado com maestria por Phil Collins, que conquistou aí a confiança dos fãs de vez. Porém este disco acabou sendo o último com Steve Hacket, que deixaria o grupo logo depois. 


A partir daí, eles decidiram continuar como um trio. Mike Rutheford ficou encarregado das guitarras e baixo, e a partir daí o som do grupo mudaria bastante. A saída de Steve foi a gota d'água para a mudança do estilo, e a falta que fez foi evidente. Desde então, o Genesis deixou o progressivo de lado, dando lugar a um som mais simples, mais pop. 


Em 1978, sairia o novo álbum, ...And Then There Were Three. As músicas, em sua maioria, eram mais simples, embora ainda houvesse um resto do clima progressivo em músicas como Burning Rope. Agora, a instrumental era muito mais concentrada nos teclados de Banks, pois Mike, como guitarrista, era bastante limitado. Este álbum trouxe o sucesso Follow You Follow Me. 


Os shows ainda tinham belos momentos. Um guitarrista convidado, Daryl Stuemer, passou a excursionar com o grupo, e se mostrou excelente na função, executando com inegável competência as intervenções de Steve Hacket. 


A partir dos anos 80, Phil Collins praticamente tomou para si as rédeas do grupo, e o som passou definitivamente para o formato pop. Ele começou nesta época uma carreira solo das mais bem sucedidas, e hoje em dia chega a ser mais conhecido do que o próprio Genesis. Sua carreira solo caminhava em paralelo com o Genesis, e a sonoridade de ambos era bem semelhante. 


Os discos que sairam a partir de 1980, se por um lado abandonaram o som dos anos 70, por outro encontraram uma fórmula que os lançou às rádios, e aumentou bastante as vendas. O Genesis seguiu em frente, e conquistou um novo público. O LP Duke, de 1980, trouxe o sucesso Misundertanding, e surpreendeu, entre outras coisas, pelo grande número de músicas que tinha : 12, um número bem maior do que nos discos anteriores, que possuíam por volta de 6 músicas (dada a longa duração delas, e seus arranjos complexos). 


Seguiram até 86, lançando Abacab, Genesis, 3 Sides Live (o 3º ao vivo do grupo) e Invisible Touch. Este último se tornou o mais famoso álbum do grupo, coincidentemente lançado na mesma época em que seu ex-vocalista Peter Gabriel lançou seu disco solo de maior sucesso, So. Invisible Touch foi sucesso absoluto, um dos clips (Land of Confusion) ganhou até um Grammy, e além dela, Into Deep, Tonight Tonight Tonight, Throwing it All Away, e principalmente a faixa título se tornaram algumas das músicas mais famosas do grupo. 


Foi o sucesso deste disco que fez muita gente classificar o Genesis como uma banda pop, e até hoje é assim que muita gente pensa, pois a fase antiga do grupo não teve na mídia a mesma repercussão, o mesmo sucesso dos trabalhos mais recentes. 


Depois deste disco, o grupo parou por vários anos. Voltaria só nos anos 90, lançando We Can´t Dance, que agradou não só os fãs mais recentes, como também obteve elogios de alguns fãs antigos, devido a composições como Fading Lights, que lembrava os tempos progressivos do grupo. Uma imensa turnê se seguiu, e dela surgiram 2 discos ao vivo : The Way We Walk 1 & 2. Um trazia as faixas mais pop, e o outro, os trabalhos mais progressivos, as faixas mais longas. 


A longa parada até o lançamento deste disco mostrou claramente o desgaste do grupo, e o sucesso de Phil Collins como artista solo o fez relegar a banda a 2º plano. Em 96, o inevitável aconteceu : Phil deixou definitivamente a banda. 


Tony e Mike seguiram em frente, e recrutaram um novo vocalista : o escocês Ray Wilson. Um novo disco foi lançado, chamado Calling All Stations. Este disco agradou a muitos fãs antigos, pois ensaiava um retorno ao som progressivo dos anos 70, deixando de lado a temática excessivamente pop dos últimos trabalhos. Só que o disco carecia de uma melhor produção, e o público não aceitou bem a saída de Phil Collins. O disco não vendeu o que se esperava, principalmente nos Estados Unidos. 


Após uma rápida turnê, Ray Wilson começou a trabalhar em seu disco solo. E logo a seguir, um novo projeto começou a mexer com a cabeça de todos, do público aos próprios membros do Genesis: uma caixa de 4 CDs, cobrindo a 1ª fase da banda, estava sendo preparada. A caixa iria incluir material antigo, faixas inéditas, e diversas gravações ao vivo, entre elas um concerto onde o álbum The Lamb Lies Down on Broadway era tocado na íntegra. 


Começou então uma série de boatos e debates sobre a possibilidade da volta da formação clássica do grupo (Peter Gabriel, Steve Hackett, Tony Banks, Mike Rutheford e Phil Collins). As espectativas em torno da caixa eram imensas, e no meio disto tudo dois fatos quase enlouqueceram os fãs. O 1º foi a notícia de que foi feita uma regravação de Carpet Crawlers, na qual os 5 músicos participaram. A outra foi uma declaração de Phil Collins, que disse que, se Peter Gabriel aceitasse reassumir os vocais do Genesis numa eventual turnê de reunião, ele retornaria com prazer, como baterista. 


Porém, até agora isto não aconteceu. A caixa foi lançada em fins de 1998, intitulada "Genesis Archive :1967-1975". Um pacote indispensável para qualquer fã antigo da banda que se preze, este álbum, além da apresentação ao vivo de "The Lamb..." na íntegra, ainda possui versões ao vivo de clássicos como Dancing With the Moonlit Knight, Firth to Fifth, Supper's Ready e Stagnation. E ainda possui uma série de músicas inéditas, entre as quais se destacam The Shepherd, Pacidy, Twilight Alehouse, Let us Now Make Love e Patricia, dentre muitas outras. 


No ano seguinte, sairia uma coletânea do grupo : "Turn it on Again", com os maiores sucessos. Encerrando o CD, apareceu a tão falada regravação de Carpet Crawlers, onde Peter Gabriel reaparece nos vocais, Steve Hackett na guitarra, e Phil Collins na bateria, e também cantando um trecho da música. Por enquanto é tudo que se tem em termos de reunião da formação clássica. Os fãs torcem por boas notícias, e esperam uma nova revelação. 

Links: (fase Peter Gabriel)



1969 - From Genesis to Revelation
1970 - Trespass
1971 - Nursery Cryme
1972 - Foxtrot
1973 - Selling England by the Pound
1974 - The Lamb Lies Down on Broadway